Uma das promessas de 2017 era trazer por aqui posts mais pessoais, para quem sabe poder de alguma maneira ajudar alguém que esteja passando por uma situação parecida. Apesar desta rede virtual nos ligar de uma maneira que jamais imaginaríamos, é ainda mais fácil, com relações tão frágeis, nos sentirmos sozinhos.

A verdade é que: faz muito pouco tempo que passei a me sentir à vontade com meu corpo. Quer dizer, ainda é um exercício diário, tem vezes que lido melhor e me sinto super confortável com a minha própria pele; já outras, nem tanto.

Venho assistindo a uma corrente linda de autoestima, creio que graças a força feminista que vem tomando a internet, e como é satisfatório ver um mundo muito mais inclusivo. Claro, ainda há muito o que alcançarmos, mas, só de poder ver pequenas mudanças, já alegra a alma.

Because. #look #luqui #ootd #ldd

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Tenho o corpo bem curvilíneo, e (na minha percepção) nunca pertenci a nenhum padrão. Fui uma criança muito magrinha até os 5 anos e minha mãe, com aquela crença antiga de que criança saudável é mais cheinha, começou a me oferecer muitas vitaminas. O resultado não demorou, aos 7 anos, já era gorda.

Fui perder peso no início da adolescência, creio que minha fase mais magra da vida, mas também a mais turbulenta. Era muito difícil de se manter no manequim almejado (36,38), só conseguido ao abdicar da comida, e não digo só de alimentos calóricos. Já foram dias com apenas uma fruta na barriga, “N” dietas radicais e até uma leve bulimia. Sabe o que era mais triste? Parecia ser normal ser assim, aliás, mais do que isso, aparentava ser o esperado.

No auge dos meus 31 anos (32 semana que vem!) e vestindo manequim 40, começo enfim me aceitar como sou. E a entender que não necessito me encaixar em nenhum padrão. E sabe o que é mais legal? Falei lá em cima da liquidez (saudades, Bauman) da internet, e foi a mesma rede que me auxiliou nesse caminho de autoaceitação.

Foi ao ler o texto homônimo da Guta Vasconcellos, do portal GWS, que comecei a me permitir falar de mim mesma. Obrigada, Guta!

Também online, deixo esse post com um vídeo bem legal de uma modelo que sigo no Instagram e que me inspira bastante, a Iskra Lawrence, em um projeto do canal StyleLikeU. Ela, inclusive, se prepara para enfrentar sua primeira plateia em uma palestra do TED Talks que abordará a autoestima. Apenas sensacional!

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