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Passeando pelas mídias neste feriado (07.09), me deparei com uma chuva de críticas em relação à mais nova campanha da C&A, que traz a modelo plus size Maria Luiza Mendes, conhecida também por Malu.

A foto, que aposta na diversidade para seduzir a consumidora, traz a moça vestindo jeans em duas imagens, e sobre elas os dizeres: “Sou gorda & Sou sexy”— querendo referir-se ao fato de que as gordinhas poderiam sim ser sensuais.

Aí você me pergunta o porquê da polêmica. A questão principal que causou revolta nas mídias sociais é o fato da modelo não ser tão gorda assim. Malu veste manequim 44, considerado pequeno e fácil de ser encontrado nas lojas.

De fato o termo plus size é confuso. Afinal, quem se adequa a ele? Sou super fã de uma modelo que é famosa no Instagram, a bela Iskra Lawrence, e que faz sucesso exatamente por isso: ela não se encaixa em nenhum dos padrões. Não conseguiu desfilar para a Victoria’s Secrets “por ter curvas demais”, ao mesmo tempo em que as pessoas a repreendem em seu perfil quando ela diz que é plus size, por não ser “gorda o suficiente” para isso.

O principal erro, seja desta campanha ou de ações do tipo (em minha humilde opinião, claro) é tentar colocar as pessoas em caixinhas: gordo, magro, feio, bonito…. Sendo que uma das principais características da sociedade pós-anos 2000 é exatamente não querer limitar-se.

Eu, por exemplo. Meu manequim é 40 e tenho bastante quadril e bumbum. Sou gorda? Creio que não. Sou magra? Também não. Já tive bastante problema com isso, e claro, como muitas sofri com o tal efeito sanfona. Ouvi que se eu perdesse aqueles tais 4 quilinhos iria ser “perfeita”. Mas quer saber? Sou muito feliz! Acho lindo meninas de pernas fininhas, mas eu não nasci assim. Então, por que não me amar do jeito que sou?

Concordo que a campanha da C&A é mesmo infeliz. Na verdade, não me importa se a modelo é gorda ou não. Talvez se usassem um texto do tipo: “Sou fora dos padrões e sou modelo”, se adequaria mais ao que a marca gostaria de propor. Há quem reclamou também que a fast fashion não faz roupas para gorda, e que o manequim máximo que se encontra por lá é o 46. Isso também é muito triste. Quando uma empresa não se propõe a desenvolver peças para todos e se apropria de um discurso para vender mais é querer enganar seu consumidor.

Fotos: reprodução 

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